SERVIU…

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Serviu!… Para ver melhor e devagar. Mas devagar nem sempre é bom, porque mostra detalhes. E certos detalhes a gente dispensa. Quando pode. Mas, serviu! Para ensinar com dor, porque por amor “não pega”. Cautela e juventude se estranham, se bicam, não tem acordo.

    E lá vamos nós: cuidar das feridas, consertar estragos, viver, enfim! Às vezes não tem outro jeito: o tempo mostra. E por mais que doa, que se resmungue e sapateie, acontece. Simples assim. (Pais e mães fazem que “sim” com a cabeça, que eu sei.) E inesperadamente serviu. Serviu até para mostrar que certas providências urgem. Cuidar dos músculos, por exemplo, antes que alguns façam greve perene. Hábitos nos escravizam, e só no tranco a corrente aperta o tornozelo.       

     Ah! Humanidade! Ser humano é, às vezes, estar animal. Irracional. Bom senso apartado, longe do alcance, e de propósito! Mas, serviu. Até para descobrirem que também se pode chegar andando. Quando há saúde, e tempo, é muito bom. Não havendo, ir a pé é tormento. E ônibus lotado, com chuva e calor, sacolas e odores… é prova. Prêmio é chegar em casa, tirar roupa e sapatos, óculos e brincos, anéis e relógio e entrar no banho… ahhh! Privacidade, liberdade, até solidão, um pouco por dia, são como alho, cebola e sal.

Uma resposta

  1. Nossa… acho que eu sei de quem puxei minha habilidade com as letras…hahah… mas como a continuação de um filme nunca é melhor que o primeiro, nem chego aos seus pés!
    Parabéns pela sensibilidade… mas MUITAS vezes esse sofrimento é evitável… é só não lutar tanto contra o que aparece por aí… vê o lado bom e … boa! :)

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