Quem irá compartilhar comigo a lua entre as nuvens?
Saber olhar o céu e ser feliz por saber que também sei?
Massagear-me os ombros ao me ver cansada,
Bem antes que eu peça, ao fim do dia?
Trazer-me uma flor, um beijo doce, um presente
Assim à toa e de repente
Sem rodeios, culpa ou agenda?
Ter vida própria e gostos próprios, vigor e personalidade
Sem que a minha o afronte, incomode, amedronte?
E sábio saiba ver, em mim
Uma rara e algo bela mulher
Desejável, ainda, a seu ver
Tantos anos vencidos, impressos, marcados?
O homem sereno e atento
Amante e amigo
Generoso e bom…
Existirá este homem?
Que me diz “bom dia” ao me abraçar na cama
A postos, seguro em seu papel … Haverá?
O que se posta a meu lado inteiro e firme,
E compartilha e sugere, adverte e defende
Até com o olhar: existirá o meu?
O que me toca o ombro, carinhoso,
E me beija a nuca, sensual,
Sugerindo mais e já se impondo,
Plenipotente: Alguém assim surgirá?
Que se orgulhe de nós?
De si mesmo e de mim?
Sentinela amorosa, amigo integral, parceiro presente…
Terei eu feito jus?
Ao que caminha de mãos dadas
Em qualquer tempo ou lugar
E só por isto é feliz?
E contente conversa, brilhante
E faz rir, divertido
Partilhando momentos
Dividindo alegria, inteligência e prazer?
Ou serão insanos, inúteis lampejos
Estes meus anseios
Por um amor de pessoa
Na pessoa de um homem
Que talvez nem exista
Ou então coexista, realizado e feliz?
Arquivado em: Comportamento, Família, Gente, Mulher, Poesia, Sentimento | Etiquetado: amor, casal, céu, Gente, mar, paisagem, paz, sol

Olá amiga :
Cheguei aqui por associações em minha tag surfer.
Excelente texto, parabéns!
Curioso como tantos almejam o mesmo e tão poucos o alcançam?
Será que somente nós, mulheres sentimos assim? Serão os homens tão rudes a ponto de não enxergarem o quão pouco precisamos para que sintamos a plenitude de um amor?
Pois só concebo um relacionamento feliz da forma que tão perfeitamente o desenhastes em teu texto.
Prá que viver junto, se não for para compartilhar alegrias, carinhos?
Todos experimentamos, no início dos relacionamentos, uma paixão, um desejo frenético de agradar, pena que tal é tão efêmero, se esvaindo qual água no ralo.
Penso que isso ocorre em virtude de um não-cultivo adequado do jardim. Mergulhados na urgência de nossas rotinas, acabamos passando à largo, deixando de lado pequenas atenções tão caras e raras, no dia-a-dia de um casal (atenções quais indicastes ‘abraçar na cama’).
Bom….!
Excelente texto com o qual me identifiquei.
Grande abraço e sucesso!
Grata pelos elogios!
Quanto às respostas às suas perguntas… penso que haja muito mais mulheres de qualidade que homens, daí haver muitas e muitas desacompanhadas; especialmente passados os ciclos “procriacionais”, quando, a meu ver, terminam os problemas e se instalam as soluções…
Olá!
Sabe o que é legal, nisso tudo?
Somos, nós mulheres, mais fortes neste sentido (opinião minha).
Quanto aos ciclos: lembrei de um ditado de uma prima:
“Cuecas, só nos criados-mudos, nunca nas gavetas!”
Não concordo lá muito com ele (acho que sim, que podemos encontrar alguém legal para compartilharmos nossos mundos), penso que não é de todo inverdade. Podemos sim, viver sós.
Pois o mais profundo e importante amor é o amor-próprio.
Beijos e tudo de bom!
Fantástico, maninha. Seu texto sempre
me surpreendeende, encanta! A propósito, Ele
existe, certamente!