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UM JEITO DE VER

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      Muito espertos, eles. Máquinas de correr. E suar. E descansar as mãos na cintura. E voar, cabecear, cair. Levar tranco, tropeçar, dividir: quanta exposição à dor! Parece que fazem questão de esbarrar, entrar feio, ferir e arriscar. E vão velozes, às vezes furiosos. Gana de deixar para trás…

      Agilidade e destreza: um olho na bola, outro nos caras, assim como os pés. Avançam e driblam, acertam e erram, pódio e chão. No chute e no toque.Tombo. Falta! Faz parte. Maldade e covardia também. Cara feia, palavrão: testosterona, encenação? Mas também dão a mão. E cospem no chão! Por que homens cospem no chão?

     Eternos meninos em pura alegria, força, determinação: é gol!  Pirueta no ar, camisa no rosto, braços aos céus: ” — Olha o abdômen…” E que pernas po-de-ro-sas!  Lições de saúde, anatomia e movimento: uau! Que o digam as camisas coladas desta Copa: bendita tecnologia!

     Gramados salpicados de homens de todos os tipos, todos os credos, todo lugar. Ou quase. De cabelos claros ou escuros, lisos ou rebeldes, longos ou curtos, ou mesmo inexistentes. Orientais e ocidentais, charmosos e insossos, feios e belos, altos e baixos, magros e encorpados, enfim, um catálogo ambulante da espécie humana, subespécie homem jogador de futebol.

     Mas, melhor que isso são as torcidas. Pelo menos o que mostram na TV… O catálogo desdobrado: a mesma diversidade expandida, ampliada na expressão criativa, colorida e divertida das nações convivendo (quase sempre) bem, nas arquibancadas, ruas e bares. Alegres e bem-humoradas como era pra ser todo dia, se todo mundo em todo o mundo quisesse, pra valer, fazer valer no ser humano o que ele tem de melhor: cordialidade e tolerância. A cada dois anos, Copas do Mundo e Jogos Olímpicos nos lembram disto. Mas a gente esquece!

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E… chove!!!

Vem,  Sol …

Rei que vivifica as cores e faz sombras curiosas,

mas reina indiferente aos desejos da gente …

Reina luz bendita, completa e  pura!

Vem e seca as paredes e o chão também, que chega de umidade!

As plantas já disseram “Basta!”: beberam e estão saciadas.

Exibem verde esplendoroso: limpo, lavado, exuberante verde.

Vem mesmo, Sol!

Dá brilho e calor, mas, tem dó … já se mata por água, na África.

Então, vem, irrestrito e generoso!

Seca as roupas e os quintais carentes do teu calor.

Dá brilho aos contornos das nuvens: só para quem sabe ver…

Vem imponente, como aos reis convém, rompendo as nuvens e

abrindo o dia, a tarde, a alma!

Dá cor aos cristais de gelo e pinta de rosa, verde, amarelo,

na hora e lugar de se pôr: majestosa exibição.

Anima as flores murchinhas, contidas, e que exibam cor e perfume,

em plenitude depois do banho … de chuva.

Deixa a gente caminhar contente,

sem molhar os pés, sem cuidar das poças,

pisar no seco, celebrar a vida nos raios teus!

Vem que tem mãe aflita e bebê chorando em colchão com xixi

e roupinhas lavadas sem secar direito, como deve ser. Tem dó…

Vem mesmo, que a gente teme ver água entrando, terra deslizando,

que a chuva leva com casa e tudo …

Seca a água barrenta que invadiu, destruiu, manchou. De novo.

Seca as lágrimas de quem viu a casa cair, a família morrer: tem jeito?

Traz esperança aos que moram nos morros, tão perto dos céus

e tão longe de ter proteção.

Tem dó, já que a chuva não teve.

(Ou foram os homens?)

 

DIA DO PROFESSOR

Verdades da Profissão de Professor



“Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.”

Paulo Freire

http://www.pensador.info/frase/NTI0ODYz/

 

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