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IL DIVO !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 C H A R I S M A
       E L E G A N C E

     S E D U C T I O N
 E M O T I O N
     L O V E
 H A R M O N Y


 

 

MANHÃ DE SOL

E o pé de hibisco já passa do peitoril da janela!

Overdose de chuva… boa.

E… chove!!!

Vem,  Sol …

Rei que vivifica as cores e faz sombras curiosas,

mas reina indiferente aos desejos da gente …

Reina luz bendita, completa e  pura!

Vem e seca as paredes e o chão também, que chega de umidade!

As plantas já disseram “Basta!”: beberam e estão saciadas.

Exibem verde esplendoroso: limpo, lavado, exuberante verde.

Vem mesmo, Sol!

Dá brilho e calor, mas, tem dó … já se mata por água, na África.

Então, vem, irrestrito e generoso!

Seca as roupas e os quintais carentes do teu calor.

Dá brilho aos contornos das nuvens: só para quem sabe ver…

Vem imponente, como aos reis convém, rompendo as nuvens e

abrindo o dia, a tarde, a alma!

Dá cor aos cristais de gelo e pinta de rosa, verde, amarelo,

na hora e lugar de se pôr: majestosa exibição.

Anima as flores murchinhas, contidas, e que exibam cor e perfume,

em plenitude depois do banho … de chuva.

Deixa a gente caminhar contente,

sem molhar os pés, sem cuidar das poças,

pisar no seco, celebrar a vida nos raios teus!

Vem que tem mãe aflita e bebê chorando em colchão com xixi

e roupinhas lavadas sem secar direito, como deve ser. Tem dó…

Vem mesmo, que a gente teme ver água entrando, terra deslizando,

que a chuva leva com casa e tudo …

Seca a água barrenta que invadiu, destruiu, manchou. De novo.

Seca as lágrimas de quem viu a casa cair, a família morrer: tem jeito?

Traz esperança aos que moram nos morros, tão perto dos céus

e tão longe de ter proteção.

Tem dó, já que a chuva não teve.

(Ou foram os homens?)

 

FINADOS

LIVRE PARA VOAR

  • Senhor Jesus!
  • Enquanto nossos irmãos na Terra se consagram hoje à lembrança dos mortos-vivos que se desenfaixaram da carne, oramos também pelos vivos-mortos que ainda se ajustam à teia física…
  • Pelos que jazem sepultados em palácios silenciosos, fugindo ao trabalho, como quem se cadaveriza, pouco a pouco, para o sepulcro;
  • pelos que se enrijeceram gradativamente na autoridade convencional, adornando a própria inutilidade com títulos preciosos, à feição de belos epitáfios inúteis;
  • pelos que anestesiaram a consciência no vício, transformando as alegrias desvairadas do mundo em portões escancarados para a longa descida às trevas;
  • pelos que enterraram a própria mente nos cofres da sovinice, enclausurando a existência numa cova de ouro;
  • pelos que paralisaram a circulação do próprio sangue nos excessos da mesa;
  • pelos que se mumificaram no féretro da preguiça, receando as cruzes redentoras e as calúnias honrosas;
  • pelos que se imobilizaram no paraíso doméstico, enquistando-se no egoísmo entorpecente, como desmemoriados, descansando no espaço estreito do esquife…
  • E rogamos-te ainda, Senhor, pelos mortos das penitenciárias, que ouviram as sugestões do crime e clamam agora na dor do arrependimento;
  • pelos mortos dos hospitais e dos manicômios, que gemem, relegados à solidão, na noite da enfermidade;
  • pelos mortos de desânimo, que se renderam, na luta, às punhaladas da ingratidão;
  • pelos mortos de saudade, que lamentam a falta dos seres pelos quais dariam a própria vida;
  • e por esses outros mortos, desconhecidos e pequeninos, que são as crianças entregues à via pública, exterminadas na vala do esquecimento…
  • Por todos esses nossos irmãos, não ignoramos que choras também como choraste sobre Lázaro morto…
  • E trazendo igualmente hoje a cada um deles a flor da esperança e o lume da oração, sabemos que o teu amor infinito clarear-nos-á o vale da morte, ensinando-nos o caminho da eterna ressurreição.

Fonte: “Religião dos Espíritos” – Francisco Cândido Xavier

TUDO BEM

Existe um sabor doce e uma alegria secreta em estar em casa com relativa saúde, e a vívida consciência do sol entrando pelas janelas, das flores alegrando o olhar, da liberdade de compromisso algum exceto o de fazer o que bem entender minuto vai, minuto vem… 🙂