Literatura do cotidiano e o que mais interessar…

Arquivo para a categoria ‘Saúde’

UM JEITO DE VER

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World Cup Brazil 2014

      Muito espertos, eles. Máquinas de correr. E suar. E descansar as mãos na cintura. E voar, cabecear, cair. Levar tranco, tropeçar, dividir: quanta exposição à dor! Parece que fazem questão de esbarrar, entrar feio, ferir e arriscar. E vão velozes, às vezes furiosos. Gana de deixar para trás…

      Agilidade e destreza: um olho na bola, outro nos caras, assim como os pés. Avançam e driblam, acertam e erram, pódio e chão. No chute e no toque.Tombo. Falta! Faz parte. Maldade e covardia também. Cara feia, palavrão: testosterona, encenação? Mas também dão a mão. E cospem no chão! Por que homens cospem no chão?

     Eternos meninos em pura alegria, força, determinação: é gol!  Pirueta no ar, camisa no rosto, braços aos céus: ” — Olha o abdômen…” E que pernas po-de-ro-sas!  Lições de saúde, anatomia e movimento: uau! Que o digam as camisas coladas desta Copa: bendita tecnologia!

     Gramados salpicados de homens de todos os tipos, todos os credos, todo lugar. Ou quase. De cabelos claros ou escuros, lisos ou rebeldes, longos ou curtos, ou mesmo inexistentes. Orientais e ocidentais, charmosos e insossos, feios e belos, altos e baixos, magros e encorpados, enfim, um catálogo ambulante da espécie humana, subespécie homem jogador de futebol.

     Mas, melhor que isso são as torcidas. Pelo menos o que mostram na TV… O catálogo desdobrado: a mesma diversidade expandida, ampliada na expressão criativa, colorida e divertida das nações convivendo (quase sempre) bem, nas arquibancadas, ruas e bares. Alegres e bem-humoradas como era pra ser todo dia, se todo mundo em todo o mundo quisesse, pra valer, fazer valer no ser humano o que ele tem de melhor: cordialidade e tolerância. A cada dois anos, Copas do Mundo e Jogos Olímpicos nos lembram disto. Mas a gente esquece!

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PILATES E EU

STUDIO PILATES DANIELA FRANCO

Pratico Pilates há 3 anos, 2 vezes por semana. Tenho 56 anos, 3 filhas, e dos 20 aos 50 fui bancária, mãe, dona-de-casa, “governanta”, etc. Resultado: abandono do corpo e danos articulares, musculares, posturais, e por aí vai. (Os psicológicos deixo pra lá! rsrs). Aposentada, descansar sem pressão de horários foi um prêmio, saboreado justamente. Até que passei a notar que já não era tão fácil sair do sofá sem apoio, sair do carro idem, virar o pescoço ao dar ré, pular de pouca altura sem vergar os joelhos, caminhar sem faltar ar, abaixar para pegar algo no chão, voltar à posição inicial e… ganhando peso, claro! (Nem mencionei pular de asa delta, escalada, trapézio e outros igualmente instigantes!)                                                                                                                                                                                                                            Daí que, diante desses sinais alarmantes, conheci o Pilates. Saindo da aula experimental – leve – dei vexame: andar de volta ao carro, em plano inclinado, fazia parecer que o chão me traía. Rezei pra que ninguém estivesse olhando. Fiquei uns minutos no carro, numa tomada de consciência assustadora. Mas ali comecei vida nova. Deixei de regredir. Claro que passei dores, passo ainda, mas diz um amigo que, depois dos 50, se você acordar sem dor é porque morreu! É verdade.                                                                                                                                                                                                                            Bem, então, fiquei cativa do Pilates e, consequentemente, da Daniela Franco, que sempre disse a que veio. (Tá certo que às vezes tenho a impressão de que ela quer me preparar pra Londres 2012, tamanha a dedicação e o incentivo, mas prefiro assim: profissionalismo e honestidade andam em falta no mercado!).                                                                              Concluindo, sei que com meus pontos de artrose e quilos demais não voltarei a fazer Ginástica Rítmica, nem jogar vôlei, até porque meus pulsos se gastaram contando dinheiro (alheio, claro)! Mas, venho recuperando coisas mais importantes, como consciência corporal, postura, respiração, força, flexibilidade e a auto-estima consequente. Não emagreci nada, mas precisei apertar as cavas das minhas blusas. Tem gente que me encontra na rua e jura que perdi peso. Quase dá briga porque a pessoa fica duvidando! Aí eu explico que o Pilates recoloca a musculatura no lugar e corrige defeitos de postura, o que dá a impressão de que a gente “encolheu”.                                                                                    Mas o melhor de tudo é perceber pequenos grandes ganhos em movimentos habituais, do dia-a-dia, antes dolorosos ou impraticáveis, como o simples levantar-se de uma cadeira sem se apoiar na mesa, entre outros que nem vou listar porque podem parecer banais, mas fazem a diferença entre passar o dia bem ou mal, entre ser independente ou precisar de ajuda! Porque a máquina humana apresenta desgaste, e este se exibe perfilado com os cabelos brancos, os óculos de leitura, e outras coisinhas mais que ganhamos com o passar do tempo, infeliz… ou felizmente, já que só escapa disso quem morre cedo!

MANHÃ DE SOL

E o pé de hibisco já passa do peitoril da janela!

Overdose de chuva… boa.

DEZEMBRO



“É sabido que em dezembro a Humanidade perde coletivamente o  juízo, isto é, piora o seu já aflitivo estado de ilusão com um furioso ataque de esperança na felicidade. Os réveillons, a árvore de Natal, o sapato do Pai Noel, os grandes prêmios de loteria são as provas do curioso delírio coletivo”.

JOÃO DO RIO